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O Estimulação magnética transcraniana é boa para tratar Enxaqueca?

há 7 horas
8 min de leitura

Quando você faz essa pergunta, na verdade o que quer saber é se Estimulação magnética transcraniana é boa para te tratar, ou tratar alguma outra pessoa específica (seu parente, amigo, paciente) que está com Enxaqueca. Abaixo vamos explicar o processo que seguimos para obter essa resposta, que leva em conta não apenas informações sobre o tratamento, mas também algumas informações a seu respeito, que é necessário você conferir. Você pode acessar a resposta esquematizada e com imagens pelo link: https://tratamentos.telix.inf.br/tratamentos-v2/enxaqueca/estimulacao-magnetica-transcraniana/, ou seguir lendo por aqui.


Para responder a essa pergunta, a equipe de pesquisadores do Telix buscou artigos científicos sobre a eficácia de Estimulação magnética transcraniana para o tratamento de Enxaqueca nas seguintes bases de dados: Europe PMC, CAFe (Portal de Periódicos da CAPES), Scielo, Google Acadêmico, Pubmed, Scopus, BDTD (Base de dados de Teses e Dissertações do IBICT), DOAJ e Sage Journals.


Dos artigos científicos que encontramos sobre esse assunto, selecionamos apenas aqueles cujas pesquisas contêm os seguintes dados: quantidade de pessoas que iniciaram o tratamento e quantidade de pessoas que obtiveram algum tipo de benefício com o tratamento. As pesquisas que não apresentavam esses dados foram desconsideradas.


Lemos cuidadosamente cada pesquisa para extrair delas os seguintes dados: tipo de benefício obtido pelos pacientes com o tratamento, quantidade de pessoas que iniciaram o tratamento e quantidade de pessoas que obtiveram o benefício com o uso do tratamento. Classificamos o tipo de benefício obtido pelos pacientes conforme as seguintes opções: redução temporária de sintomas, eliminação temporária de sintomas, redução persistente de sintomas, eliminação persistente de sintomas e cura.


Essas informações foram inseridas em nossa base de dados, que calcula e compara a eficácia dos tratamentos com base nas pesquisas cadastradas. Também lançamos o tipo de design do estudo realizado (que indica o rigor da pesquisa e, portanto, sua confiabilidade), as datas e os países em que as pesquisas foram realizadas.


Os artigos científicos que encontramos, juntamente com os dados obtidos, foram:


A partir do artigo “Estimulação magnética transcraniana de pulso único para tratamento agudo de enxaqueca com aura: um ensaio randomizado, duplo-cego, de grupos paralelos e controlado por simulação.”, escrito por Richard B Lipton, David W Dodick, Stephen D Silberstein, Joel R Saper, Sheena K Aurora, Starr H Pearlman, Robert E Fischell, Patricia L Ruppel, Peter J Goadsby em 10/04/2010 (país informado: United States), com 164 participantes, acessado em https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1474442210700545, identificamos o seguinte benefício registrado para os pacientes com Enxaqueca com o uso da estimulação magnética transcraniana: Eliminação de sintomas, com taxa de eficácia cadastrada de 39,02%.


A partir do artigo “Estimulação magnética transcraniana de pulso único para tratamento agudo de enxaqueca com aura: um ensaio randomizado, duplo-cego, de grupos paralelos e controlado por simulação.”, escrito por Richard B Lipton, David W Dodick, Stephen D Silberstein, Joel R Saper, Sheena K Aurora, Starr H Pearlman, Robert E Fischell, Patricia L Ruppel, Peter J Goadsby em 10/04/2010 (país informado: United States), com 164 participantes, acessado em https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1474442210700545, identificamos o seguinte benefício registrado para os pacientes com Enxaqueca com o uso da estimulação magnética transcraniana: Redução de sintomas, com taxa de eficácia cadastrada de 39,02%.


A partir do artigo “A estimulação magnética transcraniana repetitiva de alta frequência (EMTr) é eficaz na profilaxia da enxaqueca: um estudo aberto e rotulado.”, escrito por Usha K Misra, Jayantee Kalita, Sanjeev K Bhoi em 10/07/2012 (país informado: India), com 51 participantes, acessado em https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22732675/, identificamos o seguinte benefício registrado para os pacientes com Enxaqueca com o uso da estimulação magnética transcraniana: Controle, com taxa de eficácia cadastrada de 80,39%.


A partir do artigo “Eficácia de uma ou três sessões de estimulação magnética transcraniana repetitiva de alta frequência em enxaqueca crônica e cefaleia tensional.”, escrito por Jayantee Kalita, Sanghamitra Laskar, Sanjeev Kumar Bhoi, Usha Kant Misra em 20/11/2016 (país informado: India), com 52 participantes, acessado em https://link.springer.com/article/10.1007/s00415-016-8257-2, identificamos o seguinte benefício registrado para os pacientes com Enxaqueca com o uso da estimulação magnética transcraniana: Controle, com taxa de eficácia cadastrada de 59,62%.


A partir do artigo “Estimulação magnética transcraniana de pulso único (EMTs) para o tratamento agudo da enxaqueca: avaliação de dados de resultados para o programa piloto pós-mercado do Reino Unido.”, escrito por Ria Bhola, Evelyn Kinsella, Nicola Giffin, Sue Lipscombe, Fayyaz Ahmed, Mark Weatherall & Peter J Goadsby em 03/06/2015 (país informado: United Kingdom), com 190 participantes, acessado em https://thejournalofheadacheandpain.biomedcentral.com/articles/10.1186/s10194-015-0535-3, identificamos o seguinte benefício registrado para os pacientes com Enxaqueca com o uso da estimulação magnética transcraniana: Controle, com taxa de eficácia cadastrada de 62,11%.


A partir do artigo “Estimulação magnética transcraniana repetitiva de alta frequência na profilaxia da enxaqueca: um estudo randomizado e controlado por placebo.”, escrito por Usha K. Misra, Jayantee Kalita & Sanjeev K. Bhoi em 21/08/2013 (país informado: India), com 50 participantes, acessado em https://link.springer.com/article/10.1007/s00415-013-7072-2, identificamos o seguinte benefício registrado para os pacientes com Enxaqueca com o uso da estimulação magnética transcraniana: Controle, com taxa de eficácia cadastrada de 80,00%.


A partir do artigo “Estimulação magnética transcraniana de pulso único para o tratamento preventivo da enxaqueca de difícil tratamento: uma análise prospectiva de 12 meses.”, escrito por J.O. Lloyd, B. Hill, M. Murphy, A. Al-Kaisy, A. P. Andreou & G. Lambru em 06/06/2022 (país informado: United Kingdom), com 153 participantes, acessado em https://link.springer.com/article/10.1186/s10194-022-01428-6?fromPaywallRec=true, identificamos o seguinte benefício registrado para os pacientes com Enxaqueca com o uso da estimulação magnética transcraniana: Controle, com taxa de eficácia cadastrada de 45,10%.


A partir do artigo “Estimulação magnética transcraniana para enxaqueca: efeitos clínicos.”, escrito por B. M. Clarke, A. R. M. Upton, M. V. Kamath, T. Al-Harbi & C. M. Castellanos em 25/10/2006 (país informado: Canada), com 42 participantes, acessado em https://thejournalofheadacheandpain.biomedcentral.com/articles/10.1007/s10194-006-0329-8, identificamos o seguinte benefício registrado para os pacientes com Enxaqueca com o uso da estimulação magnética transcraniana: Redução de sintomas, com taxa de eficácia cadastrada de 76,19%.


A partir do artigo “Estimulação magnética transcraniana para enxaqueca: efeitos clínicos.”, escrito por B. M. Clarke, A. R. M. Upton, M. V. Kamath, T. Al-Harbi & C. M. Castellanos em 25/10/2006 (país informado: Canada), com 42 participantes, acessado em https://thejournalofheadacheandpain.biomedcentral.com/articles/10.1007/s10194-006-0329-8, identificamos o seguinte benefício registrado para os pacientes com Enxaqueca com o uso da estimulação magnética transcraniana: Eliminação de sintomas, com taxa de eficácia cadastrada de 33,33%.


Na sequência, nosso time de pesquisadores consultou as informações de segurança cadastradas sobre a estimulação magnética transcraniana (fabricante cadastrado: Proibrás) e buscou informações sobre a segurança de uso do tratamento para diferentes grupos populacionais com Enxaqueca.


Fizemos isso porque os tratamentos não trazem necessariamente benefícios para todos os grupos. A segurança de uso do tratamento é diferente se você está grávida, se está amamentando, se é criança, adolescente, adulto ou idoso. Assim, para saber se a estimulação magnética transcraniana é boa para tratar você ou a pessoa específica pela qual você fez essa pesquisa que está com Enxaqueca, confira as informações abaixo.


As conclusões sobre esse assunto foram:


A estimulação magnética transcraniana não é segura para uso de crianças menores de 12 anos com Enxaqueca porque faltam dados sobre os efeitos da técnica no neurodesenvolvimento infantil. Por esse motivo, a técnica não deve ser indicada a crianças.


A estimulação magnética transcraniana não é segura para uso de adolescentes de 12 a 17 anos com Enxaqueca porque não há estudos comprovando a eficácia nesse grupo de pacientes.


A estimulação magnética transcraniana não é segura para uso de pessoas com 65 anos ou mais com Enxaqueca porque seu uso deve ser cuidadosamente avaliado por especialistas, considerando os riscos e benefícios individuais.


A estimulação magnética transcraniana é segura para uso de adultos com Enxaqueca porque seu uso deve ser indicado por um profissional.


A estimulação magnética transcraniana não é segura para uso de lactantes com Enxaqueca porque a eficácia não foi estabelecida em lactantes, portanto não é recomendado para uso nesses pacientes.


A estimulação magnética transcraniana não é segura para uso de gestantes com Enxaqueca porque se deve evitar estimulação próxima ao ventre.


Também consultamos o prazo para efeito cadastrado para a estimulação magnética transcraniana, que é de 10 a 20 sessões para Enxaqueca.


Consultamos também as contraindicações cadastradas para a estimulação magnética transcraniana. De acordo com essas informações, o tratamento não deve ser utilizado nas seguintes situações:


- Epilepsia: Condição neurológica caracterizada por crises epilépticas repetidas.


- Tatuagem facial: Tatuagens faciais com tinta magnética ou metálica.


- Dispositivo Cerebral: Dispositivos implantados como um estimulador cerebral.


- Projetil Metálico: Presença de material metálico no cérebro, como projétil de arma de fogo.


- Clips para Aneurisma: Clipes de metal ou bobinas para um aneurisma.


O uso da estimulação magnética transcraniana pode estar associado a efeitos indesejados. Consultamos as reações adversas cadastradas para esse tratamento e suas respectivas frequências de ocorrência. Classificamos as porcentagens de incidência utilizando o seguinte critério.


≥ 10% — Muito comum


≥ 1% e < 10% — Comum


≥ 0,1% e < 1% — Incomum


≥ 0,01% e < 0,1% — Rara


< 0,01% — Muito rara


O uso de Estimulação magnética transcraniana para Enxaqueca teve como reação adversa Tontura. Descrição: Sensação de desequilíbrio, instabilidade ou desorientação. Frequência cadastrada no Telix: 20,00%; classificação: muito comum.


O uso de Estimulação magnética transcraniana para Enxaqueca teve como reação adversa Cervicalgia. Descrição: Dor no pescoço. Frequência cadastrada no Telix: percentual não informado; classificação: não validada.


O uso de Estimulação magnética transcraniana para Enxaqueca teve como reação adversa Zumbido. Descrição: Percepção de um som sem que haja uma fonte sonora externa. Frequência cadastrada no Telix: 10,00%; classificação: muito comum.


O uso de Estimulação magnética transcraniana para Enxaqueca teve como reação adversa Náuseas. Descrição: Sensação de desconforto ou ânsia de vômito. Frequência cadastrada no Telix: 11,00% a 52,00%; classificação: muito comum.


O uso de Estimulação magnética transcraniana para Enxaqueca teve como reação adversa Fonofobia. Descrição: Transtorno psicológico que se caracteriza pelo medo excessivo e irracional de sons altos ou repentinos. Frequência cadastrada no Telix: 53,00%; classificação: muito comum.


O uso de Estimulação magnética transcraniana para Enxaqueca teve como reação adversa Fotofobia. Descrição: Condição em que a pessoa experimenta desconforto ou dor nos olhos ao ser exposta à luz. Frequência cadastrada no Telix: 55,00%; classificação: muito comum.


Por último, consultamos o custo cadastrado para o tratamento de estimulação magnética transcraniana, que é de R$ 400,00.


Se você descobriu que esse tratamento não é bom pra você, por causa da segurança de uso por grupos ou por causa de contraindicações, ou se você tem outras expectativas em relação aos benefícios, eficácia, prazo para efeito, ou custo do tratamento, pode acessar uma lista com outras opções de tratamentos para Enxaqueca em ordem decrescente de eficácia máxima pelo link https://tratamentos.telix.inf.br/enxaqueca/.


Você também pode assinar o plano premium e ordenar a lista por custo, risco de reação adversa, prazo para efeito e outros benefícios, clicando no link: https://www.telix.inf.br/paciente-bem-informado


Uma situação que pode ocorrer é você usar o tratamento, e não obter nenhum benefício com ele. Ou seja, não ter nem redução nem eliminação de sintomas, mesmo tendo o diagnóstico correto e o tratamento sendo indicado para você. Você vai perceber pelos dados das pesquisas, que realmente os tratamentos não têm efeito em 100% das pessoas. Na maioria dos casos, há uma parte dos usuários do tratamento que passou em todos os critérios para ser incluído na pesquisa (ou seja, teve o diagnóstico da doença confirmado, e atende os critérios de segurança de uso e contraindicação) mas que não responde ao tratamento. Isso é uma pena, mas é perfeitamente normal e muito comum.


Nesse caso, o indicado é tentar outra abordagem de tratamento, explorando as opções da lista https://tratamentos.telix.inf.br/enxaqueca/. Vale também explorar as causas da doença. Talvez você só consiga melhorar se eliminar fatores de risco que estão causando a doença, ou impedindo a sua melhora. Agende uma consulta com um médico para abordar essa questão.


E, se você não obteve benefícios com o tratamento, é também possível que o diagnóstico definitivo do que você tem ainda não tenha sido atingido. Existem mais de 44.000 doenças já listadas na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde. Muitas doenças têm sintomas parecidos, especialmente em suas fases iniciais. Em muitos casos, não se chega no diagnóstico correto apenas em uma consulta. E nem mesmo após a realização dos primeiros exames e do retorno da consulta. Isso não significa que seu médico errou. Para alguns diagnósticos, é necessário um acompanhamento relatando ao médico como você respondeu ao tratamento, pois a forma como seu corpo reage ao tratamento pode confirmar para o médico um diagnóstico ou refutá-lo. A busca da melhora da saúde em alguns casos pode ser longa, e envolver várias consultas, exames e o teste de uso de vários tratamentos diferentes. A compreensão de que em alguns casos, infelizmente, esse processo é mais longo pode te dar a segurança e a confiança para seguir em frente. O fato do processo ser longo não significa que você não vá melhorar. Fique firme, converse claramente com seu médico sobre o que você está sentindo, faça perguntas, persista. Sua saúde vale a pena. E após algumas interações você e seu médico estarão mais perto de encontrar a melhor forma de você melhorar.


Estamos torcendo pra você melhorar logo! Esperamos ter ajudado. Tudo de bom!

 
 
 

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